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Pesquisa em física quântica realizada na UFGD ganha destaque internacional
Atualizada: 26/10/2026
Professor e estudante da UFGD têm artigo publicado na European Physical Journal Plus
Quando vamos medir o comprimento de uma mesa, adotamos uma prática simples: podemos usar uma fita métrica. Do mesmo modo, para medir a temperatura de um corpo, usamos um termômetro. Mas existem medições que exigem instrumentos de outra natureza. O cérebro humano, por exemplo, produz campos magnéticos minúsculos, bilhões de vezes menores que o campo magnético da Terra, e captá-los só é possível com sensores que operam no limite da física quântica. Essa é a área da física que estuda fenômenos que ocorrem na escala de tamanho dos átomos, muito menor do que corpos que estamos acostumados no nosso dia-a-dia.
Recentemente, dois pesquisadores da UFGD deram uma contribuição teórica reconhecida em nível internacional, na área de tecnologias quânticas. Alice Poliana Gomes Hall, aluna do curso de Engenharia de Energia, e o professor Jonas Floriano Gomes dos Santos, do curso de Física, trabalham em parceria com Carlos Vieira, da Universidade Federal do ABC e da Southern University of Science and Technology, na China. Dessa cooperação resultou um artigo publicado, em agosto de 2026, na European Physical Journal Plus, uma revista classificada como Qualis A2, a segunda faixa mais alta da avaliação da Capes.
O artigo trata de aspectos teóricos em metrologia quântica, área em rápida ascensão no contexto das tecnologias quânticas. A pesquisa investigou uma forma de preparar a luz para que sensores quânticos operem com maior precisão. Para entender o desafio, vale voltar à fita métrica. Ao medir uma mesa, o objeto não muda de tamanho. No mundo dos átomos e dos elétrons, isso muda: qualquer medição mexe no que está sendo medido.
Existe até um nome para esse limite, o princípio da incerteza, formulado pelo físico Werner Heisenberg: quanto mais precisa é a informação sobre a posição de uma partícula, menor a precisão possível sobre a velocidade dela, e vice-versa. Esse limite não é falha nos equipamentos de medição, é uma regra da natureza. E é justamente essa regra que a metrologia quântica tenta contornar.
O que isso muda na prática
O estudo é teórico e propõe um ajuste no modo de preparar a luz antes da medição. Os autores descrevem como o experimento pode ser montado em laboratório, com equipamentos já disponíveis em óptica quântica, como divisores de feixe e detectores homódinos.
Uma das aplicações práticas do estudo é a gravimetria, a medição muito fina da gravidade. Como a força da gravidade varia conforme a massa e a densidade do que existe no subsolo, aparelhos sensíveis conseguem indicar a presença de água, de minérios ou de cavidades sem precisar escavar. Também servem para acompanhar o nível de aquíferos e para monitorar atividade vulcânica, por exemplo.
Há ainda um impacto que já aconteceu e que não depende do futuro da técnica. Para o orientador, além do resultado e da publicação internacional, um dos méritos da pesquisa é a inserção de uma aluna de graduação dentro dessa área. "O trabalho versa sobre aspectos teóricos em metrologia quântica. É provável que seja a primeira vez que uma aluna de Iniciação Científica da UFGD publica sobre tecnologias quânticas em uma revista internacional", afirma o professor Jonas Floriano Gomes dos Santos.
A pesquisa teve financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (FAPESP) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Acesse o artigo completo em: https://link.springer.com/article/10.1140/epjp/s13360-026-08185-4
Divisão de Jornalismo e Divulgação do Conhecimento - DJOC/DADIC/GABRTR/UFGD
Recentemente, dois pesquisadores da UFGD deram uma contribuição teórica reconhecida em nível internacional, na área de tecnologias quânticas. Alice Poliana Gomes Hall, aluna do curso de Engenharia de Energia, e o professor Jonas Floriano Gomes dos Santos, do curso de Física, trabalham em parceria com Carlos Vieira, da Universidade Federal do ABC e da Southern University of Science and Technology, na China. Dessa cooperação resultou um artigo publicado, em agosto de 2026, na European Physical Journal Plus, uma revista classificada como Qualis A2, a segunda faixa mais alta da avaliação da Capes.
O artigo trata de aspectos teóricos em metrologia quântica, área em rápida ascensão no contexto das tecnologias quânticas. A pesquisa investigou uma forma de preparar a luz para que sensores quânticos operem com maior precisão. Para entender o desafio, vale voltar à fita métrica. Ao medir uma mesa, o objeto não muda de tamanho. No mundo dos átomos e dos elétrons, isso muda: qualquer medição mexe no que está sendo medido.
Existe até um nome para esse limite, o princípio da incerteza, formulado pelo físico Werner Heisenberg: quanto mais precisa é a informação sobre a posição de uma partícula, menor a precisão possível sobre a velocidade dela, e vice-versa. Esse limite não é falha nos equipamentos de medição, é uma regra da natureza. E é justamente essa regra que a metrologia quântica tenta contornar.
O que isso muda na prática
O estudo é teórico e propõe um ajuste no modo de preparar a luz antes da medição. Os autores descrevem como o experimento pode ser montado em laboratório, com equipamentos já disponíveis em óptica quântica, como divisores de feixe e detectores homódinos.
Uma das aplicações práticas do estudo é a gravimetria, a medição muito fina da gravidade. Como a força da gravidade varia conforme a massa e a densidade do que existe no subsolo, aparelhos sensíveis conseguem indicar a presença de água, de minérios ou de cavidades sem precisar escavar. Também servem para acompanhar o nível de aquíferos e para monitorar atividade vulcânica, por exemplo.
Há ainda um impacto que já aconteceu e que não depende do futuro da técnica. Para o orientador, além do resultado e da publicação internacional, um dos méritos da pesquisa é a inserção de uma aluna de graduação dentro dessa área. "O trabalho versa sobre aspectos teóricos em metrologia quântica. É provável que seja a primeira vez que uma aluna de Iniciação Científica da UFGD publica sobre tecnologias quânticas em uma revista internacional", afirma o professor Jonas Floriano Gomes dos Santos.
A pesquisa teve financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul (Fundect), da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo (FAPESP) e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).
Acesse o artigo completo em: https://link.springer.com/article/10.1140/epjp/s13360-026-08185-4
Divisão de Jornalismo e Divulgação do Conhecimento - DJOC/DADIC/GABRTR/UFGD

Alice Hall, aluna do curso de Engenharia de Energia, e o professor Jonas Santos, do curso de Física, autores do artigo