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Agosto
03
2022

ETNOLOGIA: Ao invés de falar “sobre” os Guarani, livro lançado pela UFGD fala “com” os Guarani

  Atualizada: 03/08/2022

Em Etnologia Guarani: diálogos e contribuições, os artigos de conhecedores tradicionais, lideranças e pesquisadores acadêmicos indígenas e não indígenas estão situados lado a lado e em intenso debate

 

 

 

A partir das conferências do I Seminário Internacional de Etnologia Guarani: Diálogos e Contribuições, realizado na Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), no ano de 2016, foi produzida a coletânea de textos do livro “Etnologia Guarani: diálogos e contribuições”, lançado pela Editora UFGD em junho de 2022 e organizado por Levi Marques Pereira (UFGD) e Lauriene Seraguza Olegário e Souza (USP).

 

De acordo com a apresentação da coletânea, assim como aconteceu no Seminário, os capítulos compartilham o propósito de priorizar os conhecimentos ou saberes indígenas sobre seus próprios sistemas sociais e sobre as relações por eles estabelecidas com o sistema de conhecimento não indígena e suas agências e instituições. 

 

Esses capítulos estão reunidos em cinco partes: Modos Indígenas de Conhecimentos e Educação Escolar Indígena; Saberes e Práticas na Produção e Recuperação do Território; Contribuições da Antropologia para as Pesquisas em Epistemologias Indígenas; Movimentos Kaiowá e Guarani em Mato Grosso do Sul; Saberes, Cosmos e seus Habitantes e Formas de Existir e de Transformar.

 

“Foi no intuito de vivificar, debater e transformar a Antropologia no diálogo com os Guarani que nos engajamos na produção do encontro que resultou nesta coletânea. Foi na busca de viver e fazer juntos uma reparação etnológica: trazer para o jogo a antropologia que vem sendo produzida pelos e com os Kaiowá e Guarani em Mato Grosso do Sul, junto a renomados estudiosos sobre a Etnologia guarani, tupi e sobre o que tem se denominado de Antropologia Indígena, na intenção de alargar nossas possibilidades, ampliar os horizontes, olhar e rever nossa própria produção de conhecimento e buscar formas de cooperação efetiva, como a pesquisa e a escrita compartilhada”, afirmam os organizadores da obra.

 

A UFGD tem contribuído para a que os indígenas deixem de ser fonte de pesquisa e se tornem pesquisadores, diretamente, por meio da Faculdade Intercultural Indígena (FAIND), com a graduação em Licenciatura Intercultural Indígena (criada em 2012) e o mestrado Educação e Territorialidade (criado em 2019). Já especificamente em Etnologia, a UFGD possui desde 2011, a linha de pesquisa em “Etnologia, Educação Indígena e Interculturalidade” do mestrado em Antropologia, na Faculdade de Ciências Humanas (FCH). Vale citar, ainda, que nas variadas áreas de conhecimento, os estudantes indígenas têm vagas reservadas tanto nos cursos de graduação (desde 2012) quanto nos cursos de pós-graduação (desde 2017) da universidade.

Jornalismo ACS/UFGD

 

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Capa do livro
 

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Divulgação Editora UFGD

 




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