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Setembro
08
2020

Na Semana da Pátria, UFGD destaca a diversidade cultural do povo brasileiro

  Atualizada: 08/09/2020

bandeira

O estudante Apatche Ansunda Có veio de Guiné Bissau para a UFGD
 

Ao reunir representantes de diversas instituições étnico-culturais e da comunidade acadêmica para realizar o hasteamento da bandeira do Brasil na entrada da Unidade 1, a Reitoria da UFGD aproveitou a Semana da Pátria para prestar homenagem à riqueza cultural do País, refletida na formação da cidade de Dourados.

A diversidade de cores, religiões, gastronomia e manifestações artísticas presente na população douradense é resultado da história dos imigrantes e dos migrantes que vieram de vários países e regiões brasileiras, somando seus valores aos dos indígenas que viviam originalmente no território. Da etnia Guarani Kaiowá, Marcel Canteiro Gonçalves representou os povos originários e agradeceu a oportunidade de participar da programação.

Descendentes de imigrantes paraguaios, japoneses, africanos e árabes e de migrantes gaúchos e nordestinos estiveram presentes com vestes típicas, no intuito de valorizar suas raízes durante a solenidade.

No entanto, não é só de passado que se vive quando o assunto é diversidade cultural. Exemplo disso, é que o representante dos povos africanos durante a solenidade foi o estudante Apatche Ansunda Có, que veio de Guiné Bissau para a UFGD, por meio Programa de Estudantes - Convênio de Graduação (PEC-G), desenvolvido pelos ministérios das Relações Exteriores e da Educação.

Por esse programa, o aluno vem com o compromisso de regressar ao seu país e contribuir com a área na qual se graduou. A receptividade ao estudante estrangeiro está positiva. Ele comentou que estava muito feliz com as comemorações do 7 de setembro, porque desde que chegou foi bem acolhido e vem sentindo “um prazer imenso em estar aqui”.

No evento, realizado na última quinta-feira, 3 de setembro, o Hino Nacional foi executado por alguns dos músicos que fazem parte da Orquestra UFGD e da banda do Exército. O hasteamento da bandeira pelos vários representantes marcou as festividades da Semana da Pátria, inaugurando a manutenção do mastro, a nova bandeira doada pelo Exército para a Universidade, a iluminação verde e amarela e a decoração da fachada alusiva ao 7 de setembro, na entrada principal da Unidade 1.

PATRIOTISMO

O presidente da Associação da Colônia Paraguaia, Elizeu Rodriguez Cristaldo, valorizou a influência da cultura do Paraguai em Dourados, a importância das entidades para o fortalecimento do patrimônio cultural e o quanto essa diversidade enriquece o município, conhecido como “cidade de todos os povos”.

A Semana da Pátria, para o presidente da Associação Nipo-brasileira de Dourados, Nélio Shigueru Kurimori, da mesma forma que as outras datas comemorativas – Dia dos Pais, das Mães, das Crianças – é uma oportunidade de reflexão. “Nós sentimos que somos responsáveis pela continuidade da sociedade brasileira (...) e gostaríamos que realmente existisse mais harmonia. Estamos no ano da pandemia e a gente tem que aprender a fazer muita coisa. Podemos aprender com o Hino Nacional o que significa realmente uma pátria. (...) Agradecemos à Universidade por estarmos participando de um evento assim, simbólico e de um resultado imensurável”, afirmou Nélio.

A liberdade a que o Dia da Independência remete foi ressaltada por Givaldo Pereira Santos, que representou o Centro de Tradições Nordestinas (CTN) Asa Branca, a pedido da presidência da entidade. “A Semana da Pátria para todos nós, não só para os nordestinos, é um símbolo de libertação, quando Dom Pedro I deu seu grito de independência ou morte”, lembrou Givaldo.

Já a esperança foi a característica destacada pelo presidente da Sociedade Islâmica de Dourados, Majid Mohamad Ghadie: “O povo brasileiro é sempre esperançoso de que um dia possa melhorar e assim a gente vai continuar sempre nessa luta, nessa esperança de que um dia melhore. Deus abençoe esse País!”.

Sobre a importância da se realizar eventos cívicos, a primeira patroa mulher do CTG Querência do Sul, Rosane Elizete Pederiva, lembrou que na cultura gaúcha, uma programação muito intensa é promovida para a Semana Farroupilha, sob influência da Semana da Pátria, já que a Semana Farroupilha teria começado quando jovens pegaram uma fagulha da chama da Pátria, em 7 de setembro de 1947, em Porto Alegre, e a transformaram em “chama crioula”.

Além dos representantes dos grupos culturais, outras entidades foram convidadas e também membros da comunidade acadêmica. Um deles foi o professor da Faculdade de Ciências Agrárias, Luiz Carlos Ferreira de Souza, que defendeu o sentimento de amor pela pátria e de lutar para que ela tenha mais prosperidade e igualdade. “Igualdade no sentido de educação, de saúde, de segurança (...). Temos que ver que a pátria tem que estar sempre na nossa vida como a prioridade de ação e esse momento é um momento que tem que ser sempre lembrado”, disse Luiz Carlos.

Por sua vez, o técnico administrativo João Vitor Leite Alves ficou lisonjeado com o convite para participar representando os servidores da Universidade e contou que sempre gostou das atividades que envolvem o patriotismo, porque acredita que esse valor é importante para o desenvolvimento da sociedade, para que as pessoas tenham o sentimento de pertencimento a algo maior. 

Na ocasião, o estudante de Educação Física, Wagner Augusto Lima Rodrigues, falou que sente orgulho de fazer parte de um país tão diverso e rico quanto o Brasil, embora ainda bastante desigual. Por conta da formação acadêmica que está tendo na UFGD, Wagner afirmou que daqui a alguns anos poderá contribuir mais significativamente para o desenvolvimento do País, quando se tornar um profissional.

Do Hospital Universitário (HU-UFGD), participaram do hasteamento da bandeira a enfermeira Fabrícia Becker Erani e o médico cirurgião oncológico Vitor Cathcart, que destacaram o sentimento de responsabilidade e o papel fundamental dos trabalhadores de saúde na linha de frente contra a pandemia de covid-19.

O evento da UFGD fez, ainda, o capitão do Corpo de Bombeiros Militar de Dourados, Edenilson Domingos, lembrar dos tempos de escola, quando se tinha o costume de apresentar jogral, poesias e cantar o Hino Nacional durante a Semana da Pátria. Para Edenilson, é um orgulho fazer parte da nação brasileira, independentemente de sua história política ou pensamento partidário. “Somos todos irmãos e eu tenho orgulho de ser brasileiro, hoje e sempre”, disse Edenilson.

Jornalismo ACS/UFGD

Além de conceder entrevista para a elaboração desta matéria, os representantes e também outros participantes do evento estão no vídeo produzido pela UFGD para celebrar a Semana da Pátria. Confira:
 




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