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Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros

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Alguns conteúdos contidos nestes arquivos: - Cultura afro-brasileira - Questões de gênero - Questões raciais - Políticas públicas - Educação - Livros e coleções - etc.
  • "Raça" e Desigualdade: as diversas interpretações sobre o papel da raça na construção da desigualdade social no Brasil - Márcio Mucedula Aguiar — 71.6 kB

    Este artigo pretende discutir a relação entre raça e desigualdade na visão dos intelectuais brasileiros. Para tanto foram escolhidos os autores mais representativos sobre a chamada Sociologia das Relações Raciais. Parto do princípio que a visão de raça e nacionalidade desses autores são elementos importantes para o entendimento de suas posturas de enfrentamento ao racismo e discriminação no Brasil. Apesar da riqueza do debate não existe um consenso entre os pesquisadores sobre o papel da “raça” na estruturação da desigualdade social no Brasil. O artigo aponta que para uma melhor elucidação da relação entre raça e desigualdade são necessários estudos empíricos que mostrem os dilemas e dificuldades de implementação de políticas afirmativas no Brasil.

  • A construção das hierarquias sociais: classe, raça, gênero e etnicidade - Márcio Mucedula Aguiar — 33.9 kB

    A proposta central deste artigo é discutir, da perspectiva da Sociologia, a construção da intersecção das categorias gênero, classe e raça e entender como as diferenças sociais são estruturadas por hierarquias raciais.

  • A especificidade da Ação Afirmativa no Brasil - Márcio Mucedula Aguiar — 1.3 MB

    Este livro se propõe a analisar as propostas de políticas específicas de combate à discriminação e ao racismo implementadas pelo Centro Nacional de Cidadania Negra (CENEG) no município de Uberaba, em Minas Gerais, região do Triângulo Mineiro. Tal análise é importante no sentido de elucidar como são pensadas e efetivadas as chamadas políticas de ações afirmativas no Brasil.

  • As Organizações Negras em São Carlos: Política e Identidade Cultural - Márcio Mucedula Aguiar — 687.8 kB

    Este trabalho tem como objetivo analisar três organizações negras em São Carlos: O Grêmio Recreativo e Familiar Flor de Maio, O Centro de Cultura Afro-brasileira Congada e o Centro Cultural Negro Municipal. A pesquisa se propõe a entender como essas organizações pensam a relação cultura-identidade-política. E principalmente observar até que ponto a cultura aparece no movimento negro enquanto estratégia para agremiar novos membros e para lutar contra o racismo e discriminação.

  • Cidadania, identidade e multiculturalismo - Márcio Mucedula Aguiar — 198.0 kB

    O argumento desenvolvido neste artigo procura demonstrar a necessidade de incorporar a discussão das diferenças no conceito de cidadania. No Brasil, a diferença étnico-racial sempre foi geradora de desigualdades entre brancos e negros. A construção de um conceito de cidadania que leve em onsideração tal fenômeno certamente contribuirá para diminuir as desigualdades entre brancos e negros no Brasil. O argumento é construído a partir da leitura do texto “A Questão Judaíca” de Karl Marx bem como pela incorporação de autores clássicos das ciências Sociais como Pierre Bourdie e Louis Althusser.

  • OS CLUBES NEGROS E SEU PAPEL NA CONSTITUIÇÃO DA IDENTIDADE E MOVIMENTO NEGRO: A HISTÓRIA DO GRÊMIO RECREATIVO E FAMILIAR FLOR DE MAIO EM SÃO CARLOS – SP - Márcio Mucedula Aguiar — 117.8 kB

    Este texto tem como objetivo traçar os aspectos históricos da formação do Grêmio Recreativo e Familiar Flor de Maio e seu papel na constituição da identidade e organizações negras do município de São Carlos, interior paulista. Esse clube inicialmente nasce da necessidade da população negra de um espaço de lazer e encontros. Seu desenvolvimento leva à formação de uma identidade negra positiva, a qual foi a base da constituição das futuras organizações negras de São Carlos.

  • AÇÕES AFIRMATIVAS: A LUTA DOS NEGROS BRASILEIROS POR RECONHECIMENTO JURÍDICO - Rafael Augusto da Costa Alencar. — 139.5 kB

    O presente artigo tenta entender o contexto de surgimento das ações afirmativas para negros, no Brasil, à luz da teoria do reconhecimento proposta por Axel Honneth. Para tanto: é esboçada, a traços largos, a forma como se dá o racismo no Brasil; é realizado um breve histórico das ações afirmativas pelo mundo; e são apresentadas algumas mudanças na história do direito moderno que propiciaram a ascensão das demandas por ações afirmativas.

  • II SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA - FICHA DE INSCRIÇÃO PARA AUXILIAR — 72.5 kB

    Aos interessados em auxiliar na realização do evento, por favor preencher a ficha de inscrição e enviar para o e-mail do NEAB: neab@ufgd.edu.br

  • Teorizando sobre gênero e relações raciais – Sandra Azeredo. — 7.0 MB

    Comparação de teorias e práticas feministas nos Estados Unidos e no Brasil.

  • O abolicionismo – Joaquim Nabuco. — 510.8 kB

  • Desigualdades raciais no Brasil: Um balanço da intervenção governamental – Jacoudd & Beghin. — 540.0 kB

    O presente livro, intitulado Desigualdades raciais no Brasil: um balanço da intervenção governamental, representa mais uma contribuição do Ipea sobre o tema das desigualdades raciais. Ele tem por principal objetivo subsidiar o governo e a sociedade na formulação e na implementação de políticas, ações e medidas que visem enfrentar as inaceitáveis desigualdades raciais que ainda marcam a sociedade brasileira contemporânea. O texto oferece uma reflexão sobre o fenômeno das desigualdades raciais no país e levanta as ações empreendidas no âmbito federal, no período recente, no que diz respeito à promoção da igualdade de oportunidades entre brancos e negros.

  • A RECEPÇÃO DE FANON NO BRASIL E A IDENTIDADE NEGRA - Antonio Sérgio Alfredo Guimarães. — 133.5 kB

    Neste artigo, o autor usa fontes bibliográficas e testemunhos para analisar a recepção de Fanon pelo meio intelectual brasileiro, assim como sua influência sobre a formação de identidades negras. Enquanto observo uma recepção morna, argumento que isso se deveu a três fatores: primeiro, a especificidade da squerda latino-americana nos anos 1960; em segundo, uma constituição racial e nacional totalmente oposta a conflitos raciais; e, em terceiro, o número reduzido nas universidades brasileiras de professores e pesquisadores negros que abordem a formação da identidade negra ou a afirmação de sujeitos racialmente oprimidos.

  • Como trabalhar com "raça" em sociologia - Antonio Sérgio Alfredo Guimarães. — 64.5 kB

    Numa exposição didática, de caráter teórico-metodológico, o autor explica o modo como utiliza em suas pesquisas a categoria “raça”, em conexão com outras categorias como “cor”, “etnia”, “região”, “classe”, “nação”, “povo”, “estado”, etc. A partir do pressuposto de que os conceitos, teóricos ou não, só podem ser aplicados e entendidos no seu contexto discursivo, o autor estabelece a distinção entre conceitos “analíticos” e “nati- vos”, ou seja, entre categorias retiradas de um corpus teórico e categorias que compõem o próprio universo discursivo dos su- jeitos que estão sendo analisados, mas que devem ser utilizados pelo sociólogo.

  • Povo Negro (A cinderela negra) – Peter Fry. — 339.5 kB

  • Os novos quilombos: luta pela terra e afirmação étnica no Brasil [1988-2008] – Aldemir Fiabani. — 801.1 kB

    A tese analise o movimento das comunidades negras rurais, também conhecido como movimento quilombola, desde seu início nos Estados do Maranhã e do Pará até os dias atuais.

  • Movimento Negro Brasileiro: alguns apontamentos históricos – Petrônio Domingues. — 242.2 kB

    A finalidade deste artigo é fazer alguns apontamentos acerca de um tema subexplorado na historiografia brasileira: a trajetória do movimento negro organizado durante a República (1889-2000), com as etapas, os atores e suas propostas. A idéia central é demonstrar que, em todo o período republicano, esse movimento vem desenvolvendo diversas estratégias de luta pela inclusão social do negro e superação do racismo na sociedade brasileira.

  • Apontamos sobre a reprodução das desigualdades raciais e a juventude negra - Luciana de Jesus Dias. — 29.7 kB

    Inúmeros indicadores sociais evidenciam as desigualdades entre jovens brancos e negros (pretos e pardos) o que indica a reprodução das desigualdades raciais neste segmento da população: poucos anos de estudo, renda familiar baixa, dificuldade inserção no mercado de trabalho, moradores de regiões do município com altos índices de violência e etc. A partir destes indicadores propõem-se a retomada de alguns marcos conceituais construídos na sociologia das relações raciais principalmente no que tange as fronteiras entre as categorias de raça e classe no Brasil.

  • A QUESTÃO RACIAL NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA -VERÔNICA DE CARVALHO MAIA BARAVIERA . — 664.7 kB

    No presente trabalho é realizada uma breve análise da evolução do pensamento legislativo, com um recorte na questão racial.

  • Quilombos – José Maurício Arruti — 276.7 kB

  • Educação Física Escolar e multiculturalismo: possibilidades pedagógicas – Vários autores. — 69.7 kB

    A escola e a Educação Física sempre tiveram dificuldades em lidar e abrir espaços para a manifestação e a valorização das diferenças. Nosso artigo, de caráter teórico, tem como objetivo analisar as interfaces entre a Educação Física escolar e o multiculturalismo, apresentando algumas sugestões de intervenção para o ensino básico. Realizamos uma revisão teórica sobre o assunto, que buscou refletir sobre a prática pedagógica dos profissionais de Educação Física, apontando algumas possibilidades de abordagem. Para a mudança deste quadro sugerimos: não encarar a problemática das iscriminações e dos preconceitos de forma superficial, mas sim destacar o conteúdo discriminador e estimular a reflexão sobre ele, sem esquecer a especificidade do componente curricular; valorizar as diferentes manifestações culturais espontâneas e propor situações em que as diferentes culturas se mostrem e sejam problematizadas; utilizar o princípio da inclusão; refletir sobre sua própria ação; escolher e contextualizar os conteúdos de forma diversificada; avaliar as atitudes dos alunos com relação ao respeito às diferenças; propor projetos interdisciplinares que diminuam as práticas discriminatórias, levando em consideração a realidade cultural da escola.

  • Educação e ações afirmativas: entre a injustiça simbólica e a injustiça econômica – Vários Autores. — 2.6 MB

    Este livro nasce de uma necessidade de ampliar a disseminação, no âmbito daqueles que fazem a gestão da coisa pública, mas não apenas nesse espaço, do salutar hábito de provocar a reflexão sobre o simbolismo que marca o dia Vinte de Novembro, Dia Nacional da Consciência Negra.

  • Orientações e Ações para a Educação das Relações Étnico-Raciais – Ministério da Educação. — 1.4 MB

    Em linhas gerais, além de um direito social, a educação tem sido entendida como um processo de desenvolvimento humano. Como expresso nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), a educação escolar corresponde a um espaço sociocultural e institucional responsável pelo trato pedagógico do conhecimento e da cultura.

  • Educação, identidade negra e formação de professores/as: um olhar sobre o corpo negro e o cabelo crespo – Nilma Lino Gomes. — 63.5 kB

    Este artigo discute as particularidades e possíveis relações entre educação, cultura, identidade negra e formação de professores/as, tendo como enfoques principais a corporeidade e a estética. Para tal, apresenta a necessidade de articulação entre os processos educativos escolares e não-escolares e a inserção de novas temáticas e discussões no campo da formação de professores/as.

  • Trajetórias escolares, corpo negro e cabelo crespo: reprodução de estereótipos ou ressignificação cultural?- Nilma Lino Gomes. — 108.7 kB

    Muito se tem discutido sobre a importância da escola como instituição formadora não só de saberes escolares como, também, sociais e culturais. Tendo isso em vista, alguns estudiosos do campo da educação e da cultura têm destacado o peso da cultura escolar no processo de construção das identidades sociais, enfatizando a escola como mais um espaço presente na construção do complexo processo de humanização (Arroyo, 2000; Bruner, 2001). Por essa perspectiva, a institui- ção escolar é vista como um espaço em que aprende- mos e compartilhamos não só conteúdos e saberes es- colares, mas também valores, crenças, hábitos e preconceitos raciais, de gênero, de classe e de idade.

  • Perfil, desempenho escolar, exclusão e inclusão no curso de Administração da UFBA: locus para ação afirmativa? - José Albertino Carvalho Lordêlo. — 90.9 kB

    Este artigo traça o perfil do aluno de Administração da UFBA e estabelece relações entre o seu desempenho escolar e variáveis contextuais. A investigação partiu de um banco de dados da universidade, utilizando-se o programa SPSS com o universo dos estudantes ingressos de 1993 a 1997. Os resultados indicam que Administração é um dos cursos mais elitizados da UFBA.

  • Um “templo de luz”: Frente Negra Brasileira (1931-1937) e a questão da educação – Petrônio Domingues. — 1006.1 kB

    "A Frente Negra Brasileira é um templo! Templo de luz, porque é uma vasta escola onde nosso espírito se elucida, se esclarece e adquirimos os ensinamentos necessários para vencermos os árduos embates da luta da vida" (Benedito Vaz Costa, 1937, p. 1).

  • Educação como exercício de diversidade – Ministério da Educação — 1.8 MB

    A construção de uma efetiva agenda social para o Brasil pressupõe a definição de estratégias políticas que contemplem não somente o setor da educação nas suas diversas dimensões e níveis, mas também os segmentos que compõem a sociedade brasileira, com as suas necessidades específicas de aprendizagem. Uma exigência substantiva e procedimental nesta estratégia é o reconhecimento da responsabilidade conjunta do Estado e das organizações sociais no atendimento às múltiplas demandas da sociedade.

  • Educação como exercício de diversidade – Ministério da Educação — 1.8 MB

    A construção de uma efetiva agenda social para o Brasil pressupõe a definição de estratégias políticas que contemplem não somente o setor da educação nas suas diversas dimensões e níveis, mas também os segmentos que compõem a sociedade brasileira, com as suas necessidades específicas de aprendizagem. Uma exigência substantiva e procedimental nesta estratégia é o reconhecimento da responsabilidade conjunta do Estado e das organizações sociais no atendimento às múltiplas demandas da sociedade.

  • AÇÕES AFIRMATIVAS: DINÂMICAS E DILEMAS TEÓRICOS ENTRE A REDISTRIBUIÇÃO E O RECONHECIMENTO - Marlise Miriam de Matos — 142.1 kB

    A presente proposta de trabalho pretende debater teoricamente alguns elementos que recortam as cotas de acesso para negros/as nas universidades públicas do país. Ou seja, estamos pretendo debater e afirmar que considero impossível refletir e propor estratégias de superação das desigualdades sociais sem estabelecer, objetiva e concretamente, estratégias reais de combate ao preconceito, discriminação racial e racismo no Brasil – a exemplo das ações afirmativas e, entre elas, das cotas raciais para acesso ao ensino superior.

  • • A política de cotas raciais na universidade publica brasileira - Ana Paula Ribeiro Bastos Abarche . — 1.5 MB

    Esta tese de doutorado tem como propósito responder à pergunta: em que medida a experiência inaugural da implantação da política de cotas raciais na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) em 2003 resiste a uma crítica ética tendo as vozes dos estudantes cotistas autodeclarados negros ou pardos como protagonistas?

  • COTA RACIAL E ESTADO: ABOLIÇÃO DO RACISMO OU DIREITOS DE RAÇA? - CELIA MARIA MARINHO DE AZEVEDO. — 78.0 kB

    O objetivo deste artigo é examinar a proposta corrente de racialização da população brasileira pelo Estado, com vistas a amparar programas de ação afirmativa para o específico daqueles que se autodenominarem negros. Analisa-se, inicialmente, o ressurgimento da noção de raça entre acadêmicos, políticos e militantes do anti-racismo, bem como as dificuldades de se delimitar quem é negro no Brasil. Em seguida, examina-se o modelo de cota racial dos Estados Unidos e seu apregoado sucesso. Por fim, busca-se avaliar até que ponto a instituição de cota racial no emprego e na universidade deveria se impor como a única opção política para aqueles que pretendem a abolição do racismo na sociedade brasileira.

  • Mitos e controvérsias sobre a política de cotas para negros na educação superior - Mariluce Bittar. — 54.4 kB

    Neste texto, analisa-se o processo de implantação da política de cotas para negros na educação superior, tomando como base a implementação dessa política na Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul – UEMS. Investigou-se, também, em que medida o sistema de reserva de vagas para negros pode ser considerado uma estratégia de acesso e permanência dos estudantes negros na educação superior. Para atingir tal objetivo, foram entrevistados alunos que ingressaram, pelo sistema de cotas para negros, no Processo Seletivo de 2004 da UEMS nos cursos de Direito e Enfermagem e analisados documentos e legislações referentes à implantação desse sistema na UEMS. Os dados revelaram que os alunos negros compreendem o sistema de cotas como um direito e que a permanência nos cursos depende de ações efetivas, por parte da Universidade, como bolsas de estudo e apoio pedagógico. As cotas representam uma ação afirmativa no sentido de se garantir o respeito à diversidade racial e a superação das desigualdades historicamente construídas.

  • Cotas para negros no Ensino Superior e formas de classificação racial - André Augusto Brandão. — 821.7 kB

    Este artigo apresenta e discute dados referentes à aplicação de um questionário voltado para variáveis de classificação racial e opinião sobre a política de cotas para negros em uma amostra de 476 alunos do último ano do Ensino Médio da rede pública de um município periférico da região metropolitana do Rio de Janeiro. Buscamos compreender os elementos que informam as classificações de cor ou raça, bem como o posicionamento que esses alunos tomavam frente à política de cotas que poderia beneficiá-los no acesso a uma universidade pública.

  • A POLÊMICA DAS COTAS RACIAIS - PAULO HENRIQUE BRANDÃO. — 293.8 kB

    A sociedade brasileira de inícios do século XXI ainda é atravessada por desigualdades e marcada pela exclusão racial. A discriminação motivada por pertencimento a um grupo de cor ou raça ainda se encontra amplamente disseminada pelo corpo social. A escola, e em particular a Universidade, constituem uma esfera na qual os indicadores apontam a persistência de desequilíbrios quanto ao acesso e à permanência dos indivíduos não-brancos. Em regra, as políticas educacionais de feitio tradicional não se mostraram eficazes em incluir vastos segmentos de brasileiros mais pobres, negros, mulatos e índios. Em tal cenário, as ações afirmativas — e em especial as políticas de cotas — foram apresentadas como possível resposta às graves distorções verificadas. O tema, todavia, é polêmico e tem gerado debates candentes. Este trabalho examina as raízes fundantes de nosso racismo, suas peculiaridades, a conveniência das cotas e sua aplicação efetiva em duas Universidades Federais brasileiras.

  • O sistema de cotas nas universidades públicas e a diminuição das desigualdades sociais: um estudo de caso da Universidade de Brasília (UnB) - MARIA DIVINA ALMEIDA DE BRITO. — 312.8 kB

    O presente estudo objetiva analisar se o sistema de cotas contribui para diminuir as desigualdades sociais. Para tanto, foi realizada pesquisa junto a alunos cotistas e não-cotistas da UnB, traçando o perfil socioeconômico e também o ponto de vista desses alunos sobre o sistema de cotas. Buscou-se, ainda, identificar as ações que garantam a permanência dos alunos negros na Universidade. Como resultado, o estudo indicou que o sistema de cotas é um indicativo para a redução das desigualdades sociais ao permitir o acesso de negros ao ensino superior.

  • Sistema universal e sistema de cotas na UNB – Eglasia Michelini Pontes Cunha. — 422.8 kB

    O presente estudo analisa os dados referentes ao primeiro processo seletivo com sistema de cotas para negros na Universidade de Brasília, de modo a caracterizar os candidatos (inscritos e aprovados) do ponto de vista da demanda por vagas e do seu desempenho no vestibular, comparando com os que optaram pelo sistema de seleção por cotas e o sistema universal.

  • POLÍTICAS INCLUSIVAS E COMPENSATÓRIAS NA EDUCAÇÃO BÁSICA - CARLOS ROBERTO JAMIL CURY. — 54.3 kB

    Esse artigo propõe, com base em conceitos de cidadania e sobretudo de direitos humanos, mostrar como os limites das políticas inclusivas de educação esbarram, apesar de uma legis- lação avançada, na ausência de uma efetiva política de educação básica. Salvo o ensino fundamental, a educação infantil e o ensino médio não são universais. Nesse sentido, cursar as três etapas da educação básica ainda é um campo reservado. Além disso, a presença do Brasil no cenário internacional associada à histórica desigual distribuição de renda estimulam políticas compensatórias e focalizadas em vez de políticas públicas que garantam a igualdade de oportunidades. Mais do que as tradicionais lutas de educadores e intelectuais, só um vigoroso movimento da sociedade civil poderá tornar efetivos esses direitos proclamados.

  • Ações afirmativas para negros no Brasil: o início de uma reparação histórica - Petrônio Domingues. — 312.1 kB

    A proposta deste artigo é fazer um exame das ações afirmativas em benefício da população negra, tendo como eixo a polêmica em torno da instituição de um programa de cotas raciais, principalmente nas universidades públicas. Devido ao quadro de desigualdade racial nas oportunidades educacionais do Brasil, argumenta-se, em um primeiro momento, que as cotas constituem um eficiente instrumento para garantir maior representação dos negros. Em um segundo momento, tem-se a intenção de escrutinar (e refutar) as principais críticas dos opositores às cotas raciais.

  • Ação Afirmativa no Brasil: fundamentos e críticas - João Feres Júnior . — 134.0 kB

    A partir de um exame dos fundamentos do regime político-legal em vigor no Brasil a democracia liberal moderna esse artigo explora uma possível justificação da aplicação de políticas de ação afirmativa para ingresso no ensino universitário . Pretende-se mostrar que a ação afirmativa está de acordo com o principio redistributivo geral que orienta políticas públicas do Estado de Bem Estar Social. Logo em seguida, discute-se, tomando como base estudos de economistas e sociólogos sobre desigualdade racial no Brasil, a propriedade de se adotar políticas públicas baseadas no critério da raça em nosso país. Por fim, são analisados alguns dos principais argumentos contrários à adoção de tais políticas, da maneira como são articulados no debate público, levando em conta seus aspectos teóricos e práticos.

  • As políticas de ação afirmativa como instrumentos de universalização dos direitos- Alexandre do Nascimento. — 118.4 kB

    Na atual agenda política brasileira, as chamadas ações afirmativas estão em destaque. Durante a campanha eleitoral, o atual presidente da república, a partir dos diagnósticos e propostas apresentadas por organizações do movimento social negro brasileiro, explicitou à sociedade através do documento “Brasil sem racismo” o compromisso do seu governo com a redução (e superação) das imensas desigualdades raciais. Segundo o documento, esse compromisso deve ser consubstanciado através de políticas específicas, sem abandonar as políticas universais.

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