Tomado
erroneamente por alguns como forma de conhecer gente influente,
o network, ou trabalho em rede é uma magnífica
ferramenta para se conseguir viver em uma utópica sociedade
trabalhista quase marxista. Está estranhando esta comparação?
Então, eu estava certo: Você precisa rever seus
conceitos, meu rapaz!
Para a maioria dos afoitos
e interesseiros networkers, a troca de influências deve
ser boa apenas para um lado (o deles, é claro). Então,
o cara começa a colecionar telefones e e-mails do presidente
da Fedebrás do Brasil, da Interfeders Incorporated,
do primo da mulher do Presidente Lula. Nossa mãe! O
cara é mesmo influente. Sabe o que este “mané”
vai conseguir? Nada! Apenas migalhas, atiradas como esmolas
a mendigos.
O verdadeiro networker
é quase religioso (amai-vos uns aos outros), é
meio comunista (dividindo a riqueza com seus iguais), é
um andarilho (não tem medo de gente, se misturando
mesmo a mais heterogenia platéia).
Existe uma lei universal
que rege o conceito do network: “Tudo que você
der ao universo, voltará para você!”
Sabe aquela historinha
de que todo mundo está a apenas sete pessoas de distância
de qualquer outra? Este conceito é fantástico,
por que é verdade! O que às vezes não
fica claro, é que estas tais sete pessoas podem ter
qualquer qualidade financeira, cultural ou estética.
Você talvez consiga chegar mais facilmente a uma reunião
com o Bill Gates sendo amigo da empregada doméstica
da secretária do homem, do que sendo amigo de outro
poderoso presidente de empresa.
O network é uma
ferramenta de compartilhamento de recursos e contatos. É
muito mais a respeito de ceder ajuda a seus queridos companheiros,
do que esperar que eles o façam por você. A mágica
é justamente esta! A ajuda que você tanto precisa,
vai chegar até você, sem que você precise
pedir. Isto acontecerá, pois você já terá
plantado as sementes certas.
O network (esta “açãozinha”
de marketing pessoal por meio da qual cultivamos bons contatos
profissionais, indicando-nos uns aos outros) já conseguiu
grandes feitos (por bem e por mal), juntando provas irrefutáveis
a seu favor!
A comunidade judaica
ganhou força e influência no mundo moderno graças
ao forte e consistente network cultivado por este grande povo.
Da mesma forma, a admirável comunidade negra norte-americana
vem conseguindo um espaço histórico na sociedade
daquele país. O mercado da moda só cresceu graças
ao imenso network que existe mesmo em suas esferas mais esquecidas
pela mídia (as camareiras, os maquiadores, os modelos
em início de carreira, que trabalham um forte network
para encontrarem onde está o trabalho!).
Antes de ser uma troca
de contatos com profissionais do seu mesmo patamar, o network
deve ser uma troca generosa com profissionais de competências
e esferas diferentes das suas. É exatamente como se
fazia antigamente: Eu planto feijão e você arroz.
Desta forma, temos muito a trocar.
Quer começar
um bom network profissional? Comece respeitando seus concorrentes.
Nunca fale mal deles, pois estes são seus maiores observadores
(e admiradores). Depois, desça até a portaria
do seu moderno prédio comercial, e convide o porteiro
para tomar uma cervejinha! Quando chegar em casa, converse
com seus filhos, sua esposa, seu marido. Pegue já o
telefone e ligue para seu pior inimigo. Faça as pazes!
Pague suas contas em dia, mesmo que precise vender aquele
“Mercedão” conversível na sua garagem
e andar de ônibus. Ah, já que toquei no assunto,
ande um pouquinho de ônibus, pegue o metrô de
vez em quando. Tenha conversas interessantes com pessoas que
teimam em falar com você.
E como dizem os escoteiros:
“Faça uma boa ação por dia, assinando
com sua espada!” (Huuummm...Acho que este era o Zorro,
não é? Sei lá...). |