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09/11/2012

Painel sobre educação escolar indígena dá importância à demarcação

A Universidade Federal da Grande Dourados e a Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul realizam nesta semana a “IV Semana da Consciência Negra: Uma História de Memórias, Esquecimentos e Desconhecimentos”. O encerramento do evento foi realizado nesta tarde, dia 9 de novembro de 2012, com um painel sobre educação escolar indígena.

O evento foi aberto com a exibição do documentário “À Sombra de um Delírio Verde”, que expõe o ponto de vista da comunidade indígena a respeito da expansão da cana-de-açúcar e da produção de etanol.

Ao citar diferentes autores da Filosofia, o professor Antonio Brito, da Faculdade de Direito (FADIR/UFGD), buscou colocar questionamentos para os educadores e educadoras presentes no evento. A proposta de sua fala foi interrogar os principais valores e motivações da sociedade atual, que tem se tornado cada vez mais individualista.

Antônio Brito destacou que a realidade atual, de um consumismo muito forte e valores de ética e sociabilidade fragilizados, é resultado de um processo histórico, de uma construção ideológica. Da mesma forma, através de novas construções de pensamentos e ações, é possível modificar esse panorama da sociedade. “É necessário resgatar a utopia”, diz ele.

A educação teria ponto central no resgate de novos valores.

“Pedagogia da alteridade é saber, compreender, pensar e construir pensamentos sabendo que não existe ‘eu’ separado de ‘você’, que não existe um ‘eu’ separado de um ‘mundo’. Somos parte do todo e temos que construir conhecimentos e saberes para nos ver dentro do todo”, dissertou Antônio Brito.

A professora Renata Lourenço, da UEMS Amambai, destacou que o Brasil tem mais de 200 povos de diferentes etnias, mas que insistimos em acreditar que somos todos iguais. “Temos equidade de direitos, mas não somos todos iguais”, disse ela.

Renata ainda enfatizou que o professor em escola indígena também precisa ver a diversidade dentro de sua sala de aula. “A comunidade indígena tem uma multiplicidade cultural muito grande, há diferenças de etnia na mesma escola, há um histórico de relações entre famílias, e dentro de cada família, há desníveis sócio-econômicos e tudo isso deve ser considerado”.

Ao falar em alteridade, os dois professores citaram a importância de se respeitar a cultura e a tradição indígena, inclusive no que diz respeito ao território do qual os indígenas foram retirados.

O professor Antonio lembrou a mobilização que está acontecendo nacionalmente no dia de hoje. “Que essa manifestação possa sensibilizar as autoridades brasileiras e internacionais”.

 

 

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