Maternidade do HU: em 1 ano, quase 3 mil partos
Em um ano de funcionamento, a Maternidade do HU/UFGD tem o que comemorar. Somente nesses primeiros 12 meses, foram mais de 10,5 mil atendimentos no setor de Ginecologia e Obstetrícia – incluindo consultas, partos, atendimentos emergenciais e todo tipo de procedimento. No Centro Obstétrico, foram 3.346 procedimentos realizados no decorrer de 2011, totalizando 2.841 partos – sendo 1.539 partos normais e 1.302 cesáreas, 313 curetagens e 136 cirurgias eletivas.
Números que traduzem o trabalho intensivo realizado por toda a equipe, altamente comprometida e qualificada, para adequar e melhorar ainda mais o atendimento prestado às mulheres que passam pelo Hospital Universitário.
A atenção materno-infantil passou para o HU/UFGD desde o dia 31 de dezembro de 2010, quando todos os serviços ambulatoriais e de emergência nas áreas de Ginecologia e Obstetrícia deixaram de ser realizados no antigo Hospital da Mulher. O hospital da Universidade também é responsável pelo atendimento intensivo a recém-nascidos, possuindo a única UTI neonatal do município e uma Unidade de Cuidados Intermediários, para onde são encaminhados os bebês que necessitam de atendimento diferenciado.
Parto humanizado
Um dos grandes diferenciais no atendimento prestado pelo HU/UFGD é o incentivo ao parto humanizado. A sala de fisioterapia, localizada dentro do Centro Obstétrico, colabora para este trabalho. No local, sempre com acompanhamento de um fisioterapeuta, as gestantes em trabalho de parto tem espaço para caminhar e praticar exercícios específicos, utilizando objetos como bolas e cadeiras. Além disso, durante o trabalho de parto as pacientes também podem assistir a filmes e documentários sobre o assunto.
Em 2011, o HU também incentivou a visita de gestantes à maternidade e aos setores que envolvem a atenção materno-infantil. Estes encontros, sempre agendados e em grupos, são importantes para criar vínculo com o hospital e repassar informações sobre o dia do parto.
R$ 604 mil em investimentos
O primeiro ano de atenção materno-infantil no HU/UFGD também foi de investimentos. No total, já foram R$ 604 mil para a aquisição de equipamentos e materiais como bisturi eletrônico, colposcópico, 40 bercinhos para recém-nascido e balanças pediátricas, além de armários e computadores.
Para 2012, a previsão é adquirir novos equipamentos, com previsão de pelo menos R$ 150 mil somente neste início de ano. Também deverá haver ampliação dos serviços com a implantação do serviço de diagnóstico de câncer de mama e colo de útero, que deverá ser um grande salto no trabalho de prevenção e tratamento precoce à doença.
UTI atende Amib
A UTI neonatal do HU/UFGD é a única da região que atende às normativas e cumpre todos os protocolos da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira). No total, são dez leitos destinados a recém-nascidos e bebês de até 28 semanas.
O atendimento de UTI neonatal é de portas abertas, ou seja, não depende da liberação de vagas para encaminhamento. Além dos casos internos e dos outros hospitais de Dourados, o HU/UFGD também é o hospital de referência de toda a região para este atendimento.
Somente no ano passado, foram 337 internações, com uma taxa de mortalidade anual em torno dos 18%. O índice é considerado baixo, levando-se em conta o grande empenho da equipe para atender a bebês em condições muito delicadas. No total, são 40 profissionais incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionista e fisioterapeutas. O corpo clínico da UTI neonatal é composto por 10 médicos, sendo três neonatologistas.
Entre os instrumentos utilizados para estabilização e recuperação dos recém-nascidos, está uma pequena rede, colocada dentro da incubadora, utilizada como estímulo para que o bebê tenha noção do próprio corpo e do espaço à sua volta. A utilização da rede melhora a respiração do bebê, que precisa estar estável para receber o tratamento.
O atendimento neonatal no HU/UFGD inclui, além da UTI, a UCI (Unidade de Cuidados Intermediários), fundamental para completar o tratamento de bebês clinicamente estáveis, até que tenham condições de peso e nutrição para ir pra casa. Na UTI neonatal, a mãe pode visitar a criança todos os dias, nos três períodos. Já na UCI, a mãe pode acompanhar o filho durante todo o tempo.
