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HU/UFGD tem única UTI neonatal de Dourados e região

HU/UFGD tem única UTI neonatal de Dourados e região

Maternidade do HU/UFGD completa um ano; na UTI neonatal, dez leitos estão destinados a recém-nascidos e bebês de até 28 semanas.

A UTI neonatal do Hospital Universitário da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) é a única da região que atende às normativas e cumpre todos os protocolos da Amib (Associação de Medicina Intensiva Brasileira). O serviço acaba de completar um ano de implantação no HU/UFGD – já que integra o atendimento materno-infantil, transferido do antigo Hospital da Mulher no dia 31 de dezembro de 2010.

No total, são dez leitos destinados a recém-nascidos e bebês de até 28 semanas, mas o número de crianças atendidas de uma só vez já chegou a 15. “Não negamos vaga nunca. Sempre que há necessidade, damos um jeito porque nenhum bebê fica sem atendimento aqui”, garante a médica intensivista pediátrica e neonatologista Silvete do Rocio, coordenadora do setor.

No HU/UFGD, o atendimento de UTI neonatal é de portas abertas, ou seja, não depende da liberação de vagas para encaminhamento. Além dos casos internos e dos outros hospitais de Dourados, o HU/UFGD também é o hospital de referência de toda a região para este atendimento. “Somos a única UTI neonatal da cidade. Por isto, temos uma grande demanda e a unidade está sempre lotada”, afirma a dra. Silvete.

Somente no ano passado, foram 337 internações, com uma taxa de mortalidade anual em torno dos 18%. O índice é considerado baixo, levando-se em conta o grande empenho da equipe para atender a bebês em condições muito delicadas. No total, são 40 profissionais incluindo médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, nutricionista e fisioterapeutas. O corpo clínico da UTI neonatal é composto por 10 médicos, sendo três neonatologistas. “Damos o sangue por estas crianças. Toda a equipe é muito comprometida e por isto o nosso trabalho dá bons resultados”, explica a coordenadora.

Entre os instrumentos utilizados para estabilização e recuperação dos recém-nascidos, está uma pequena rede, colocada dentro da incubadora, utilizada como estímulo para que o bebê tenha noção do próprio corpo e do espaço à sua volta. “É um método bastante conhecido e utilizado para acalmar bebês prematuros”, explica o fisioterapeuta Laenderson Souza Machado. Além disso, segundo ele, a utilização da rede melhora a respiração do bebê, que precisa estar estável para receber o tratamento.

Cuidados intermediários

O atendimento neonatal no HU/UFGD inclui, além da UTI, a UCI (Unidade de Cuidados Intermediários), que é para onde os bebês são encaminhados até receber alta. Segundo a médica Silvete do Rocio, o trabalho da UCI é fundamental para completar o tratamento de bebês clinicamente estáveis, até que tenham condições de peso e nutrição para ir pra casa. Na UTI neonatal, a mãe pode visitar a criança todos os dias, nos três períodos. Já na UCI, a mãe pode acompanhar o filho durante todo o tempo. O atendimento neonatal é destinado a bebês de zero a 28 semanas. Acima desta idade, os bebês são encaminhados para a pediatria ou UTI pediátrica.

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