Ambulatório de Micoses Sistêmicas
O Ambulatório de pesquisa tem como objetivo o estudo das infecções fungicas (Blastomicose, Paracoccidioidomicose, Histoplasmose e Criptococose) na região da Grande Dourados. Os atendimentos serão realizados no Hospital Universitário todas às sexta-feiras das 13:00 às 17:00
Paracoccidiodomicose
Epidemiologia
A paracoccidiodomicose existe nas zonas rurais do Brasil e de outros países da América do Sul. Afeta principalmente os agricultores que trabalham a terra que contém os seus esporos (produzidos pela forma sexual livre). A infecção é pela inalação desses esporos infecciosos. A infecção pelo Paracoccidioides brasiliensis é adquirida nas duas primeiras décadas de vida, com o pico de incidência entre 10 e 20 anos de idade. A evolução para doença é incomum nessas décadas, ocorrendo mais em adultos entre 30 e 50 anos, como reativação de foco endógeno latente e depende de fatores relacionados tanto ao agente infeccioso quanto ao hospedeiro. A maioria dos casos de paracoccidioidomicose ocorre em indivíduos do sexo masculino, fumantes e etilistas crônicos, cujas condições de higiene, nutricionais e socioeconômicas são precárias. Esses indivíduos costumam ser trabalhadores rurais que, por sua atividade, permanecem com mais freqüência diretamente em contato com a terra e vegetais.
Sinais e Sintomas
Na maioria dos casos a infecção é assintomática . Há frequentemente formação de granulomas que limitam a disseminação das leveduras. Numa minoria há sintomas de pneumomia, com febre, suores, tosse e expectoração e falta de ar. Pode haver disseminação do fungo, mesmo na ausência de sintomas pulmonares, com infecção de orgãos e formação de granulomas levando a úlceras vermelhas na pele e mucosas, particularmente na boca e nariz, que serão talvez os sintomas mais comuns da doença.
Por vezes há limitação da doença ao pulmão sem resolução, desenvolvendo-se um quadro clínico semelhante ao da tuberculose. Deve-se notar que há outras formas de paracoccidioidomicose, (como paracoccidiodomicose cutânea, ganglionar e neurológica) e nem sempre a doença é adquirida por via respiratória.
Consenso em paracoccidiomicose
http://www.scielo.br/pdf/rsbmt/v39n3/a17v39n3.pdf
Equipe Médica
Renata Maronna Praça
Mariana Garcia Croda
Julio Croda
Marcação de consultas
As consultas poderão ser agendadas eletronicamente através do sistema SISREG disponível nas secretárias de saúde dos municípios ou através do e-mail: pbmicose@hotmail.com
