Extensão
Informações relevantes:
Estudantes, professores e técnicos-administrativos podem propor projetos de extensão. A pessoa interessada deve ficar atenta às datas e normas para o envio de projetos.
Os editais para abertura de projetos são divulgados, geralmente, no segundo semestre por volta do mês de setembro ou outubro, para serem implementados no ano seguinte. Essa antecedência é para garantir os recursos de compra de materiais e pagamento de bolsas, quando for o caso. Projetos que não envolvem custos podem ser submetidos à apreciação da PROEX o ano todo.
Ao elaborar um projeto, é necessário seguir uma sério de normas. No site da UFGD, na página de extensão (www.ufgd.edu.br/proex) há um modelo. Um bom projeto de extensão é aquele que atende a uma necessidade da sociedade, que abrange a comunidade que é construído com a participação de carias áreas do conhecimento.
Bolsas de extensão para alunos
Neste ano de 2010, 45 estudantes vão receber uma bolsa no valor mensal de R$ 300,00 por dez meses, para participar de projetos de extensão da UFGD.
O aluno interessado em fazer parte de um projeto de extensão deve ficar atento aos editais da PROEX, e ir conversando com seus professores e a coordenação do seu curso ou faculdade para saber quais projetos estão acontecendo.
A EXTENSÃO NA FADIR/UFGD
1- Conceito de Extensão Universitária:
“A Extensão Universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a Universidade e a Sociedade.”
2- Diretrizes para a Extensão Universitária
O Plano Nacional de Extensão define Diretrizes para a Extensão Universitária que devem estar presentes em todas as ações de Extensão e que podem ser, didaticamente, expressadas em quatro eixos:
• Impacto e transformação
• Interação dialógica
• Interdisciplinaridade
• Indissociabilidade ensino – pesquisa – extensão
Impacto e transformação: estabelecimento de uma relação entre a Universidade e outros setores da Sociedade, com vistas a uma atuação transformadora, voltada para os interesses e necessidades da maioria da população e implementadora de desenvolvimento regional e de políticas públicas. Essa diretriz consolida a orientação para cada ação da Extensão Universitária: frente à complexidade e a diversidade da realidade, é necessário eleger as questões mais prioritárias, com abrangência suficiente para uma atuação que colabore efetivamente para a mudança social. Definida a questão, e preciso estudá-la em todos seus detalhes, formular soluções, declarar o compromisso pessoal e institucional pela mudança, e atuar;
Interação dialógica: desenvolvimento de relações entre universidade e setores sociais marcadas pelo diálogo, pela ação de mão-dupla, de troca de saberes, de superação do discurso da hegemonia acadêmica – que ainda marca uma concepção ultrapassada de extensão: estender à sociedade o conhecimento acumulado pela universidade – para uma aliança com movimentos sociais de superação de desigualdades e de exclusão;
Interdisciplinaridade: caracterizada pela interação de modelos e conceitos complementares, de material analítico e de metodologias, buscando consistência teórica e operacional que estruture o trabalho dos atores do processo social e que conduza à interinstitucionalidade, construída na interação e inter-relação de organizações, profissionais e pessoas;
Indissociabilidade ensino – pesquisa – extensão: reafirmando a extensão como processo acadêmico – justificando-lhe o adjetivo “universitária” –, em que toda ação de extensão deverá estar vinculada ao processo de formação de pessoas e de geração de conhecimento, tendo o aluno como protagonista de sua formação técnica para obtenção de competências necessárias à atuação profissional, e de sua formação cidadã – reconhecer-se agente da garantia de direitos e deveres, assumindo uma visão transformadora e um compromisso. Na aplicação dessa diretriz abre-se um capítulo especial, o da participação da Extensão Universitária na flexibilização da formação discente, contribuindo para a implementação das diretrizes curriculares nacionais, com reconhecimento de ações de extensão no processo curricular, com atribuição de créditos acadêmicos.
3- Classificação
As ações de extensão são classificadas em programa, projeto, curso, evento e prestação de serviços, e obedecem às seguintes definições:
I – PROGRAMA
“Conjunto articulado de projetos e outras ações de extensão (cursos, eventos, prestação de serviços), preferencialmente integrando as ações de extensão, pesquisa e ensino. Tem caráter orgânico-institucional, clareza de diretrizes e orientação para um objetivo comum, sendo executado a médio e longo prazo”.
II – PROJETO
“Ação processual e contínua de caráter educativo, social, cultural, científico ou tecnológico, com objetivo específico e prazo determinado”.
O projeto pode ser:
• Vinculado a um programa (forma preferencial – o projeto faz parte de uma nucleação de ações)
• Não-vinculado a programa (projeto isolado).
III – CURSO
“Ação pedagógica, de caráter teórico e/ou prático, presencial ou a distância, planejada e organizada de modo sistemático, com carga horária mínima de 8 horas e critérios de avaliação definidos”.
Observações:
• Ações dessa natureza com menos de 8 horas devem ser classificadas como “evento”.
• Prestação de serviço realizada como curso deverá ser registrada como curso.
• Curso presencial exige a presença do aluno durante toda a oferta da carga horária.
• Curso de extensão a distância é caracterizado pela não-exigência da presença do aluno durante toda a oferta da carga horária; as atividades presenciais (sessões de esclarecimento, orientação presencial, avaliação, etc) não devem ultrapassar 20% da carga horária total.
IV – EVENTO
“Ação que implica na apresentação e/ou exibição pública, livre ou com clientela específica, do conhecimento ou produto cultural, artístico, esportivo, científico e tecnológico desenvolvido, conservado ou reconhecido pela Universidade”.
V – PRESTAÇÃO DE SERVIÇO
“Realização de trabalho oferecido pela Instituição de Educação Superior ou contratado por terceiros (comunidade, empresa, órgão público, etc.); a prestação de serviços se caracteriza por intangibilidade, inseparabilidade processo/produto e não resulta na posse de um bem”.
Fonte: www.renex.org.br/documentos/coopmed
4- Estrutura operacional
Na UFGD, a Extensão Universitária foi institucionalizada da seguinte forma:
PROEX (Pró-reitoria de extensão), que por sua vez se subdivide em:
COEX - Coordenação de Extensão;
COC - Divisão de Esportes;
Câmara de Extensão e Cultura;
Câmara Interna de Extensão (Faculdades)
Cada Faculdade possui a sua Câmara Interna de Extensão, cujas atribuições principais são: avaliar e aprovar Projetos de Extensão; orientar as Ações de extensão e estimular a criação e o desenvolvimento de Ações de extensão.
As Ações de extensão poderão ser propostas por Professores; Alunos e Técnicos Administrativos, através de formulários próprios, podendo contar, inclusive, com a participação de alunos bolsistas.
A atual composição da Câmara Interna de Extensão da Fadir tem a seguinte formação:
Profª Verônica Guimarães;
Técnica administrativa: Vivian Zahra;
Projetos de extensão em desenvolvimento - 2010
IV Congresso Transdisciplinar Direito e Cidadania;
IV Encontro Científico Transdisciplinar Direito e Cidadania;
I Semana de Relações Internacionais;
Modelo das Nações Unidas: UFGDMUN;
O pensamento político de Norberto Bobbio;
Direito e Cinema: um diálogo interdisciplinar. Ano II: Direito e Conflitos Sociais na América Latina Contemporânea.
Projetos de extensão concluídos - 2009
Educando para os direitos humanos: defesa e promoção do Acesso à Justiça de indígenas sul mato-grossenses.
Coord. Simone Becker
Período: 01/11/08 a 15/12/09.
Educação pelo Consumo
Coord. Cristina Grobério Pazó
As Relações Internacionais nas escolas de ensino médio de Dourados/MS
Coord. César Augusto Silva da Silva
Direito e Cinema: um diálogo interdisciplinar
Coord. Verônica Guimarães
Período: 14/03/09 - 12/12/09
Oficinas de Acesso à Justiça e Conscientização quanto à Violência Doméstica
Coord. Simone Becker
Período: 01/09/08 - 01/07/09
III Encontro científico Internacional Transdisciplinar em Direito e Cidadania
Coord. César Augusto Silva da Silva
Período: 21/09/09 - 23/09/09
III Congresso Internacional Transdisciplinar em Direito e Cidadania
Coord. Hélder Baruffi
Período: 21/09/09 - 23/09/09
Ação Social
Período: 17/10/09
Participação: Fadir e Núcleo de Prática Jurídica - NPAJ
Finalidade: orientação ao público sobre direitos do consumidor, família e trabalho; atendimento e encaminhamento nos casos concretos.
